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  • andrekrauss

IRPF e Previdência Privada. Compensa?

Depende...


Para aqueles que tem imposto de renda retido na fonte é muito interessante avaliar a possibilidade de se obter alguma dedutibilidade contratando um plano de previdência privada. Além, é claro, das vantagens em relação às suas finanças no futuro um plano desses pode ajudar a restituir parte do dinheiro que ficou com o leão. E, é sempre melhor deixar menos com ele.


As hipóteses de dedução legal de IR para pessoa física são:

  • Despesas médicas - dedução integral;

  • Previdência Social - integral para INSS e parcial, limitado a 12% do total de rendimentos computados, para previdência privada;

  • Instrução (educação) - valor fixo anual limitado por titular/dependente;

  • Dependentes - valor fixo anual limitado por dependente;

  • Pensão Alimentícia - dedução integral;

  • Doações a Cultura e Entidades Beneficentes - sujeito a alguma burocracia; e

  • Livro-caixa - para autônomos.

(Base 2019)

Boa parte delas é bastante limitada operacionalmente e não permite muito planejamento no sentido de gerar mais restituição - não vá sair por aí gerando mais dependentes apenas para reduzir o imposto, mas se o fizer, não me culpe depois.


Durante a elaboração da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) em muitos casos sentimos tristeza ao ver o valor que não conseguiu ser restituído ou pior, que teve que ser pago adicionalmente, e pensamos: - Eu DEVIA ter feito alguma coisa! Se já passou por isso, acertou pelo menos o tempo verbal...


Em relação ao ano anterior, infelizmente é muito tarde para qualquer ação eficaz. Mas, em relação ao ano atual e ao futuro, apesar de já se ter perdido alguns meses (de 2 a 4), ainda é possível planejar e executar algo para restituir um pouco mais na próxima declaração. Um plano de previdência privada pode ser um dos melhores cursos de ação nesse sentido.

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Analisando apenas em relação à tributação do IR sobre a pessoa física, existem dois tipos principais de planos de previdência privada: PGBL e VGBL.

  • PGBL - Os depósitos feitos podem ser deduzidos da base de cálculo do IR, respeitando a limitação de 12%. Entretanto, no futuro, a tributação será sobre tudo o que estiver aplicado. É bom no sentido de gerar restituição no presente.

  • VGBL - os aportes não podem ser deduzidos, porém a tributação, lá na frente, será apenas sobre a rentabilidade e não sobre o total. Não ajuda na questão da restituição.


Em relação ao(s) resgate(s) futuro(s), pode-se optar por dois tipos de tributação:

  • Progressiva - a alíquota do IR vai aumentando conforme o montante resgatado, chegando a 27,5%. Pelo nome já dá para associar com a famosa Tabela Progressiva. É mais vantajosa para quem pretende permanecer pouco tempo no plano; e

  • Regressiva - a alíquota vai decrescendo na medida em que o tempo passa, começando em 35% e chegando a 10% após 10 anos. É mais vantajosa para quem pretende permanecer bastante tempo no plano.


É um bom investimento?

Bom em que sentido?

Em termos de segurança, em geral são mantidos por grandes e sólidas instituições financeiras. Em termos de rentabilidade, aí entra a questão do apetite de risco de cada um. Tem rentabilidade inferior a renda variável, mas não tem perspectivas de geração de perdas nesse sentido.


A perspectiva da postagem é sobre redução de impostos, e, nesse sentido pode ser um bom investimento.


Disclaimer: Como não temos certificação para recomendar investimentos, procure um profissional qualificado para lhe apoiar nesse sentido. Esta postagem não é uma recomendação de investimento.

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